Poema sem título
- Filipa Barbosa
- 20 de jan.
- 1 min de leitura
Eu sou letras , eu sou mulher,
Eu sou aquilo que quero ser.
Não peço permissão para brilhar porque eu já sou luz.
Sou poesia numa voz baixinha
e sou caminho em dias de solidão .
E sempre que chorei baixinho,
abracei o meu coração.
Não sou o que me aconteceu
nem nunca serei,
sou o despertar mais duro e mais bonito
que eu mesma criei.
E o mais brilhante disto tudo
É que tu também podes ser
Basta viveres em sintonia
Com aquilo que te faz crescer .
As letras são o meu caminho
E mais livros escreverei
E até mesmo quando chorar baixinho
Eu não me esquecerei
Eu não carrego um legado
Mas sim uma intenção
Eu hoje digo ao mundo
“Obrigada, mas não “
Não sou igual a ninguém
Nem uma continuação
A minha mãe é a minha mãe
A minha avó mãe dela então.
A gratidão é eterna
Mas escolho outra direção
Um caminho que desperta
Uma lealdade ao coração .
Eu não sou o que me aconteceu
Nem nunca serei
Sou uma mulher diferente
Fui eu que a conquistei .
E tu , quem és ?


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