Uma página em branco
- Filipa Barbosa
- há 4 dias
- 1 min de leitura
Há 15 dias que não escrevo livremente, que não me sento à secretária, abro o computador e simplesmente deixo fluir o que mora cá dentro.
Faz-me falta e no entanto também sei que preciso destas pausas, destes momentos de limbo em que as dúvidas chegam e eu me disponho a ouvir, a sentir e a desbloquear pensamentos, crenças antigas ou apenas um coração que nem sempre sabe o caminho, mas que não deixa de caminhar.
Mudo o cabelo, o corpo, as unhas, mudo tudo, faço resset de quem sou, na tentativa de encontrar partes de mim que ainda não conheço, porque simplesmente não as deixei entrar, suprimi medos, julgamentos, a vontade de agradar muitas vezes foi superior a quem realmente sou, então hoje desprendida de diretrizes, caminho um caminho tão meu.
Sei que sou inspiração para algumas pessoas, sei que sou incompreendida por outras quantas, mas no fundo o que eu quero mesmo é saber quem sou.
E para saber quem sou tenho de me permitir sê-lo.
Hoje não deixo aqui um poema, nem tão pouco algum tema que chegou até mim enquanto ouvia uma música, via um filme ou apenas trabalhava.Hoje deixo uma página que não sendo em branca, está aberta a tudo aquilo que sou.
E acredita, ser quem somos é muitas vezes o melhor que podemos fazer por nós.
Hoje é "apenas" isto.
Obrigada por estares aí.
Filipa
( acabei este texto a ouvir " The power of love " por Gabrielle Aplin , sugiro que faças o mesmo)



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