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Quando um dia eu morrer
Podem trazer flores Mas lembrem-se que eu matava sempre as minhas plantas, nunca sabia se lhes dava água a mais ou a menos, falava com elas como a minha avó me ensinou, mas elas nunca duravam muito tempo em minha casa. Quando um dia eu morrer podem queimar todos os meus cadernos , se ninguém tiver intenção de os ler Prefiro que os queimem ao invés de ganharem pó e mais pó, num lugar qualquer, abandonados num canto frio de uma arrecadação . Quando um dia eu morrer não preciso
Filipa Barbosa
19 de fev.2 min de leitura


Tempestade
A chuva bate na janela , recolho-me entre mantas Não tenho medo da chuva, tenho medo de tempestades. Daquelas que remexem tudo, que provocam o caos e partem Daquelas tempestades que são dentro de casa É dessas que tenho medo. Chegam e arrastam, não sei de mim, não sei de nada. Ando sobre os destroços a tentar apanhar todos os cacos Todos os pedaços do meu coração, do que restou de nós. Talvez o vento te tenha levado para tão longe que não nos cruzaremos mais, talvez a chuva t
Filipa Barbosa
11 de fev.1 min de leitura


Do silêncio à luz: uma carta de cura
Olá, meu amor. Hoje escrevo-te com o coração aberto, como quem regressa a casa depois de muito tempo. Tu, pequenina, foste sempre o...
Filipa Barbosa
7 de ago. de 20252 min de leitura
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