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Encontro em silêncio

  • Foto do escritor: Filipa Barbosa
    Filipa Barbosa
  • 12 de jan.
  • 1 min de leitura

Para celebrar os meus 40 anos eu decidi que o meu dia perfeito seria com pessoas, livros, palavras, abraços e sentimentos.


E no sábado aconteceu, a visualização tornou-se matéria e eu estava ali numa sala cheia de livros, com pessoas sentadas à minha frente, que vieram única e exclusivamente para ouvir as palavras que eu tinha para dizer.


Desta vez escrevi, escrevi o que queria dizer, para que nenhuma palavra ficasse por dizer, atropelada pelas batidas aceleradas do meu coração.


Apresentar um livro, guiar um encontro, não é fácil, o coração acelera, as mãos tremem e a mente às vezes atrapalha, é aí que falo com ela , que lhe digo que vai acontecer e que eu mereço estar ali e quem veio merece que eu seja o mais verdadeira possível.


Senti que este encontro foi um divisor de águas na minha mente, que me trouxe mais clareza do que quero, do que sinto, de quem sou. E isso acarreta sempre, dor, leveza e crescimento.


Escrever em silêncio pode ser um grito e gritar amor pode ser a única saída que conheço para ser feliz.


Obrigada a todas as pessoas que estiveram presentes e a quem não esteve, mas queria estar.


Obrigada por terem inundado o meu peito de amor e me permitirem continuar a sonhar.


O Silêncio faz muito barulho





 
 
 

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